
Sarilho
Instrumento que serve para enrolar o fio das maçarocas em meadas.
Barrela
As meadas são retiradas do sarilho, molhadas e bem batidas na pedra de um lavadouro, em seguida são colocadas nos cortiços grandes em cuja boca e colocado um pano coberto de cinza, a que se chama “barreleiro”, com função de filtro. Durante 3 dias deita-se água a ferver. O líquido penetra o filtro acumula-se dentro do cortiço e é escoada pelo fundo.
Dobadoura
Instrumento que serve para dobar, ou seja passar o fio das meadas para novelos.
Roca
Utilizado para a fiação manual, é feita por uma cana ou verga de madeira.
Fuso
Serve para a obtenção de fios melhorias qualitativos e quantitativos. São de formato cónico em madeira com a parte superior de ferro ou latão.
Pente de carpear
Utilizado para a assedagem do linho, é feito de madeira com dentes de aço, sendo munida de um cabo.
Cortiço
Feição rústica, é um anel de cortiça com pouco mais de um metro de altura.
Espadeladouro
Tábua vertical recortada lateralmente, assentando sobre uma outra que funciona como base.
Malhos
Instrumento de puro primitivismo, com a forma cilíndrica, munidos de cabo.
Gorgueiro
Criva com fundo em couro, própria para o linho.
Espadilha
Com cerca de 50 cm de comprimento e 2 a 5 cm de lado, provida de pequenos furos longitudinais através dos quais passam os fios do novelo.
Urdidura
Operação que consiste na preparação dos fios de teia para serem colocados no tear.
Quando os novelos estão prontos para urdir são postos no noveleiro, os fios passam através dos orifícios da “espadilha”, dando-se em seguida um nó nos seus extremos, passando de seguida para a urdideira, espécie de dobadoira gigante com um grupo de “tornos” em cima chamados “tornos da cruz do tear” e em baixo os “tornos da cruz dos cadilhos”.
Tear
Confecção dos diferentes tipos de tecido: Pano liso; Riscos e quadros; Mantês, “Rifado”